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MULTINACIONAL DO GRUPO ISRAELENSE Makhteshim Agan FABRICANTE DE AGROTÓXICOS MILÊNIA X DONA CLAUDINA PARQUE RUI BARBOSA JULHO 2002 - Depois de 17 anos morando em uma rua sem nome, Claudina Zelinda Scopel agora poderá receber todas as correspondências em sua chácara, localizada no Parque Rui Barbosa (Zona Norte). No último final de semana, ela recebeu a placa e o documento que designa o nome da rua em que mora: Rua Paulo Galli de Palma, nome do falecido marido. APROMAC MANIFESTA APOIO PARA DONA CLAUDINA. MAIO/2004 - Equipe da APROMAC visita dona Claudina em Maio de 2004, quando tomou conhecimento do problema que está sendo enfrentado por ela. Em seguida, tem gestionado para os políticos locais de Londrina, como o Dr. Cheida, Secretário do Meio Ambiente do Paraná e para a Deputada Elza Correia, candidata a prefeita de Londrina, para que eles intervenham junto à empresa no sentido de que seja retirada Ação Penal que a Milênia está movendo contra a Dona Claudina, contando ainda com o testemunho de dois funcionários do Instituto Ambiental do Paraná contra a Dona Claudina. O Secretário do Meio Ambiente do Paraná ficou sensibilizado e encaminhou correspondência para a indústria Milênia solicitando a retirada do processo contra a Dona Claudina, atendendo assim o pedido da APROMAC, pelo que agradecemos sensibilizados. A Deputada Elza Correia, atual candidata a Prefeita de Londrina ainda não se manifestou. A APROMAC entende que essa ação, sem entrar no mérito, é uma verdadeira OPRESSÃO contra a Dona Claudina, 65 anos, feita pela multinacional fabricante de agrotóxicos Milênia Agro-Ciências. A AMAR, Associação Ambiental de Araucária move uma Ação Civil Pública contra a fabricante de agrotóxicos que funciona há muitos anos (antiga Herbitécnica) em Londrina, sem nunca ter apresentado sequer o Estudo de Impacto Ambiental. A empresa tem comprado todas as propriedades vizinhas, mas mesmo assim está praticamente junto a um grande conjunto habitacional densamente povoado. Nas proximidades é sensível o cheiro de produtos químicos que polui a região.
12 de agosto de 2009 22:00 - http://amarnatureza.org.br/site/anvisa-e-policia-federal-apreendem-agrotoxicos-adulterados-na-milenia,5925/
Anvisa e Polícia Federal apreendem agrotóxicos adulterados na Milenia DA REDAÇÃO Operação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal apreendeu 2,5 milhões de litros de cinco agrotóxicos adulterados nas unidades de Londrina (PR) e Taquari (RS) da Milenia Agrociências S/A. A operação, realizada no dia 1º de julho, resultou ainda na interdição das unidades de produção dos tipos de agrotóxicos apreendidos. A Milenia pertence ao grupo israelense Makhteshim Agan.
Durante a ação, deflagrada simultaneamente nas duas cidades da região Sul, foi constatado que os agrotóxicos Herbimix, Pyrinex, Posmil, Trop e Podos eram fabricados e comercializados com adulteração na fórmula originalmente aprovada. Segundo a Anvisa a interdição é valida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. As investigações, que resultaram na operação, começaram a partir de denúncia de adulteração do agrotóxico Podos. Antes da ação, a Anvisa colheu amostras do produto no mercado e encaminhou para análise da Polícia Federal e do Instituto Adolfo Lutz. De acordo com a Anvisa, a perícia detectou que o Podos era comercializado com formulação tóxica acima do permitido. O produto é registrado no Ministério da Agricultura mediante avaliação toxicológica efetuada pela Anvisa com padrões toxicológicos de classe III, ou seja, medianamente tóxico. O material colhido no mercado apresentou teores de toxicidade de classe I, extremamente tóxico. Os testes constaram irregularidade também nos agrotóxicos Herbimix, Pyrinex, Posmil e Trop. Com a formulação encontrada no mercado, esse produto pode causar, nos trabalhadores rurais que manipulam o agrotóxico, irritação irreversível da córnea e cegueira.
Fonte: Anvisa Operação da Milenia foi questionada pela Amar
A atuação da Milenia em Londrina (PR) é questionada desde sua instalação. Inexplicavelmente, recebeu autorização para produzir agrotóxicos em bairro residencial da cidade, por deferência da Prefeitura e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), sem a apresentação do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (Epia) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima). A irregularidade levou a Associação de Defesa do Meio Ambiente Araucária (Amar) a entrar com ação civil pública para exigir da empresa a apresentação do Epia e do Rima, em 2002. Na ação, a Amar pedia a suspensão das licenças de instalação e operação da Milênia, alegando que a empresa causava severos danos ambientais. Em primeira instância, a Justiça determinou que a empresa apresentasse, em 60 dias, o estudo e o relatório. Em vez de cumprir a decisão do juiz, a Milênia recorreu da liminar e interpôs embargo de declaratório e foi novamente derrotada. A questão chegou ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, com nova derrota da empresa. O ministro-relator Francisco Falcão considerou, inicialmente, que o recurso exigiria reexame de provas, o que é vetado na instância superior pela Súmula 7 do STJ. Posteriormente, o magistrado levou em conta o voto-vista do ministro José Delgado e, concordando com ele, concluiu que havia uma questão de direito: a obrigatoriedade do Epia e do Rima para empresas já em funcionamento. O ministro destacou que os estudos prévios são uma garantia legal contra atividades potencialmente lesivas ao ambiente e que, considerando a difícil e custosa reparação de danos ambientais, a liminar da Justiça de Londrina deveria ser mantida. No Supremo Tribunal Federal, no entanto, a empresa saiu-se vitoriosa. Fábrica invade rua A instalação da Milenia em Londrina resultou em outra irregularidade. A empresa passou seu muro sobre a Rua Paulo Galli Palma, impedindo o trânsito de moradores. Dona Claudina Zelinda Scopel, que há mais de 20 anos usava a rua para chegar à sua chácara, localizada no Parque Ruy Barbosa, teve o caminho obstruído. Com o fechamento da Rua Paulo Galli Palma, o acesso à chácara de dona Claudina tem que ser feito por uma rua de terra, sem nome. A chegada de sua correspondência depende da advinhação de seu endereço pelos carteiros. |
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